A incredulidade quanto ao
inferno envolve três pressupostos e sete consequências que destroem toda fé
cristã. Os três pressupostos são:
1. Crer que não exista
inferno é pressupor que tanto a Bíblia quanto a igreja cristã mintam, pois
ambas ensinam claramente a realidade do inferno e são as nossas autoridades,
nossas razões e nossas premissas para crermos na existência do inferno. Se a
bíblia estiver errada sobre o inferno, poderia estar errada sobre tudo mais.
2. Se a bíblia mente sobre o
que Jesus disse sobre o inferno, então descrer nela é pressupor que Jesus é
mentiroso, pois Ele foi muito mais explícito e enfático sobre o inferno do que
qualquer outra pessoa na Bíblia.
3. Se deixássemos de lado a doutrina do inferno por ela nos parecer
insuportável, essa atitude implicaria o princípio de que podemos mudar qualquer
doutrina que acharmos insuportável ou inaceitável. Em outras palavras, a
doutrina seria negociável. O cristianismo tornar-se-ia uma ideologia
humana, não uma revelação divina; seria um conjunto de idéias e ideais
humanamente escolhidos, e não de dados propostos.
Vamos para as consequências
se ignorássemos a crença na existência do inferno:
4. Se não existisse inferno,
as escolhas da vida não fariam mais uma diferença infinita. Removendo o
inferno, o céu se tornaria insípido, automático e acessível para todos. O drama
da vida, geralmente afiado como fio de navalha, tornar-se-ia algo suave e
seguro.
Em religiões como budismo e
hinduísmo, não existe inferno para sempre, apenas “purgatórios”. O cristianismo
há uma diferença gritante com relação a essas citadas, pois nele é tudo ou
nada.
5. Se a salvação fosse
universal e automática, então não existiria livre arbítrio. De certa forma,
seríamos livre para escolhe entre uma estrada para o céu ou outra para o
inferno, mas não para escolher o destino ou a direção da estrada.
6. As mesmas religiões
orientais citadas no item 4 que ensinam que não existe inferno, ensinam que não
existe moralidade absoluta, nenhuma oposição real e objetiva entre o bem e o
mal. É tipo o yin yang, ou seja, tanto o mal como o bem definem Deus e se
relacionam em harmonia.
7. Se não existisse um
inferno do qual ser salvo, então Jesus não seria nosso Salvador; seria apenas
nosso mestre, um profeta, um guru ou um modelo de ser humano.
8. Se não existisse inferno,
haveria indiferença religiosa. Se a fé em Cristo como Salvador não fosse
necessária, deveríamos chamar de volta todos os missionários e pedir desculpas
por todos os mártires. Que desgaste de paixão, energia, tempo e vida!
9. Se a salvação fosse
automática, o sacrifício de Cristo não seria o que o próprio Cristo disse que
era: necessário, planejado, a culminação de toda a sua vida terrena e sua razão
de ter vindo do céu para a terra.
10. Se não existisse razão
para crermos na detestada doutrina do inferno, também não haveria razão para
crermos na doutrina mais amada no cristianismo: a de que Deus é amor. A
doutrina amada é a razão que os críticos mais frequentemente apontam para não
crerem na doutrina do inferno. Contudo, as das doutrinas cristãs se apoiam
exatamente sobre o mesmo fundamento.
Por que acreditamos que Deus
é amor? Não por raciocínio filosófico. Que lógica conseguiria provar que a
Realidade perfeita, independente, que contém a si mesma e não necessita de nada
ama tanto essas suas criaturas supérfluas a ponto de ter se tornado uma delas,
para sofrer e morrer por elas, para dar-lhes salvação e vida eterna? Como sabemos
que Deus é amor?
Existe apenas uma única razão
para alguém ter a idéia de que Deus é amor, misericórdia e perdão. Essa razão
é o caráter de Deus revelado na bíblia; revelação que culmina em Jesus Cristo.
A bíblia, a nossa única autoridade para crença de que Deus é amor, também é
exatamente a mesma que nos assegura que existe um inferno. Ou aceitamos ambas
as afirmativa (de que Deus é bom e que existe o inferno) ou rejeitamos ambas,
pois ambas se apoiam no mesmo fundamento.
Que este Deus de amor, que demonstrou
isso na cruz, lhe dê cada vez mais revelação de sua graça, nos tirando de uma
eternidade em tormentos e nos levando para seus braços de amor no paraíso.
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