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"Bem aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na Lei do Senhor. Bem aventurados os que guardam suas prescrições e o buscam de todo o coração; não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos. Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca. Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos." Salmos 119:1-5



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sábado, 11 de janeiro de 2014

A doutrina da aniquilação e o castigo eterno.


A respeito disto, muitos tem o pensamento que um castigo eterno contaria a natureza de Deus, assim, mesmo condenados, não permaneceriam eternamente condenados.

Uns pensam que o castigo é temporário, para depois ser recebido por Deus (doutrina do purgatório que já foi objeto de um artigo no blog – link na parte final).

Outros no entanto, teceram a doutrina da aniquilação, ou seja, após um tempo de sofrimento, não serão recebidos na glória, porém serão destruídos, vão deixar de existir.

Os defensores dessa doutrina dizem que a idéia da imortalidade humana foi extraída da filosofia grega, ou seja, do paganismo. Mas os próprios filósofos já confessaram não ter qualquer esperança real de imortalidade. Assim, como a filosofia pode nos dar o que não tem?

Nossa verdade deve vir da palavra e não de conceitos humanos.

Já o castigo é eterno dos ímpios é mais colocado na bíblia como fruto do poder corrupto e degradante do pecado, o transformando num ser maligno.

O pecado é a escolha do ser humano e ele sofrerá o efeito desta escolha – o castigo eterno.

Um dos argumentos de quem se opõe à doutrina do castigo eterno é que multidões de pessoas que jamais ouviram falar de Cristo serão condenada para sempre. Nada mais longe da verdade. As Escrituras mencionam a perdição para os que ao terem a mensagem, desobedeceram (João 3:36 e 2 Tessalonicenses 1:8).

Mesmo assim, os que não tiveram o conhecimento de Cristo também serão julgados com absoluta justiça.

Precisamos ter a consciência que mesmo estes povos que nunca ouviram falar de Jesus, não são seres inocentes, incapacitados de pecar.

Moral e lei moral eles tem, além do mais, pecam voluntariamente.

Voltando ao castigo eterno e refutação da aniquilação da alma, temos os seguintes textos: Mateus 25:31-46, em especial o verso 41, Marcos 9:43-44, Mateus 5:29-30, Mateus 18:8-9, Lucas 16:26.

Com relação a destruição, Paulo afirma que quem não conhece a Deus e não obedece ao Evangelho de Cristo padecerá “eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:8-9). Se “perdição” significasse destruição literal, como querem os defensores da aniquilação, a palavra “eterna” aqui seria desnecessária.

Judas 6-7 declara que o povo de Sodoma e Gomorra tiveram o mesmo destino dos anjos caídos, com “prisões eternas” e o “fogo eterno”.

Concluímos que a alma não é aniquila, mas sofre um castigo eterno pela escolha que é também eterna deste, sendo que o sentido morte, é com relação à Deus a não ressurreição que Cristo nos deu, porém este ainda existirá.

Lembrem-se, perdição não é sinônimo de destruição (Lucas 19:10).


Que Deus vos abençoe.

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domingo, 20 de outubro de 2013

Religião x religiosidade


Percebo em muitos casos pessoas lutando contra a religião, principalmente contra a palavra.

Falar em religião parece algo ruim, tornando-se pejorativo falar que tem uma.

Porém, religião não é ruim, é bom!

A palavra religião tem o significado de “religação com Deus”, uma conexão com o divino. Inclusive, religião é utilizada na bíblia (Tiago 1:27) com sendo algo a se ter.

Ao meu ver, o problema não está, no real sentido, na palavra religião, mas sim em religiosidade.

A religiosidade é a real prática que devemos evitar, sendo que a palavra religião é que está “pagando o pato”.

Religiosidade é o que engessa o crente, pois cria certos rituais, regras e rotina que tendem a afastar de Deus.

Ela traz uma idéia fixa e definitiva de como Deus age, não dando liberdade para Deus mover na vida desta que é religiosa.

É difícil de se argumentar com pessoas que estão com a mente cauterizadas por um espírito religioso.

Vemos isto nos evangelhos e em todo novo testamento, ao lermos como era o comportamento dos religiosos (fariseus, saduceus, sacerdotes, doutores da lei, escribas) com Jesus, que tinha a religião, mas o religiosos tinham e faziam de tudo para rejeitar o novo, um novo mover de Deus.

Deus é um ser de multiforme graça, se pegarmos toda a bíblia, veremos que em cada geração houve um mover diferente, cada profeta teve sua peculiaridade.

Em Mateus 9:14-17 e nos evangelhos de Marcos e Lucas, vemos as palavras de Cristo que não se pode colocar vinho novo em odres velhos, em outras palavras, quem não está preparado para as novidades de Deus, rejeitará a liberdade que o Espírito Santo está ministrando, mostrando o malefício que a religiosidade traz.

Assim, o problema não está na religião, e sim na religiosidade, que não vem de Deus, mas dos homens.


Que Deus vos abençoe.

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domingo, 22 de setembro de 2013

A idéia da existência de Deus já nasce com o ser humano?


Tão universal era e ainda é hoje a crença na existência de Deus, que muitos teólogos tem concluído deste fato que a idéia de Deus é inata, isto é, existe naturalmente na inteligência do ser humano uma idéia de Deus, não por causa de qualquer instrução de outro ente humano, mas porque o próprio Deus que criou o ser humano depositou dentro dele a idéia de Sua existência. Por isso, se um recém nascido for colocado em lugar onde nunca poderá receber qualquer instrução de outro ser humano, crescerá com a idéia, embora imperfeita, da existência de Deus.

Nos primeiros séculos os homens universalmente consideravam a existência de Deus como uma verdade já admitida. Adão foi admitido livremente à presença divina, e ao mesmo tempo deve ter sentido profundamente na sua ama imaculada a certeza da existência de Deus e de sua perfeição.

Que um fato tão interessante e importante como o conhecimento da existência e da natureza de Deus seria cuidadosamente transmitido de pai para filho por todas as gerações sucessivas desde Adão até Noé, é coisa que se entende e era de se esperar.

É verdade bíblica que o mundo não conheceu a Deus pela sabedoria (1 Coríntios 1:21), e pode-se duvidar que a simples razão humana sem auxilio da Revelação poderia originar a idéia da existência de Deus e muito menos sondar sua natureza.

As mais lisonjeiras teorias dos homens em relação ao que a razão humana se orgulha de ter conseguido a este respeito não passam de meras hipóteses e conjecturas. Em período algum da história humana há exemplo de filósofo que manifestasse a pretensão de ter adquirido a idéia primitiva da existência de Deus por meio de investigação racional.

Entretanto, é evidente, à vista do que afirma as Escrituras, que rodeados como nos encontramos pela luz da revelação em todo o seu esplendor, ou mesmo como em geral acontece com as nações pagãs apenas auxiliadas pelo vislumbre da tradição, podemos ver nas obras da natureza através das nossas faculdades racionais no mundo que nos rodeia, numerosas provas que demonstram a existência de Deus.


(manual prático de Teologia – Eduardo Joiner)


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ALERTA: O que é o Islã e suas diferenças com a fé judaico-cristã.


O islã surgiu no século 6 tendo como fundador e escritor do alcorão Maomé, também conhecido como Mohamed.
O que é o islã? Eles crêem em um “único” Deus, que foi se revelando aos poucos a pessoas como Abraão, Moisés e Jesus, sendo Maomé o último profeta que para eles foi o que melhor desenvolveu a visão de Deus por não deixar corromper a escrita e por ter tido a “completa revelação”. Têm como base de fé os “cinco pilares do islã”, que inclui a forma de culto, atos, vida social, prática no islamismo e guerra.
Há duas grandes ramificações, sendo a maior a “sunita” (85%) e a menor “xiita” (13%). Seus seguidores são chamados de mulçumanos.
Dizem que crêem na nossa bíblia, porém dizem que o corão é o completo.
Em seus pilares, há dois mandamentos peculiares que são o “ramadã” que é o mês sagrado deles e a obrigatória (quem tiver condição) peregrinação à “Meca” que é um lugar segundo eles, feito por Abraão e Ismael, e tem também um meteorito que caiu do céu que, para eles é um sinal de alah, algo que veneram (e se dizem contrários a idolatria).
São conhecidos também por suas orações que são cinco diárias, são muito radicais, a mulher é colocada em uma posição de inferioridade, em alguns lugares há a circuncisão feminina, declaram seu ódio aos judeus e cristãos, somos chamados de infiéis.
Seu grande líder, Maomé era um comerciante que nasceu a Arábia Saudita, em Meca, casou-se várias vezes (umas 16 mulheres), entre elas uma tinha 11 anos e outra (Aisha) tinha 6 anos quando se casou e nove quando Maomé a pedido do pai teve a relação sexual.
Este rejeitava por completo o judaísmo e o cristianismo, principalmente ao dizer que o filho da promessa de Abraão não era Isaque, mas Ismael. Também rejeitou nossa bíblia como fonte pura de ensino pelas traduções e por achar que foi “corrompida” (o mesmo pensamento de muitos com este negócio de nome hebraico e português de Jesus – assim se inicia uma seita).
Diferenças do islã para a crença judaico-cristã
Bem, após este brevíssimo resumo da religião islâmica e do seu líder, vamos para os pontos conflitantes com nossa crença.
1.    Alah é o mesmo que והיה Yavé (YHWH)?
Absolutamente que não! Primeiro que Deus não muda. Ora, se acreditassem mesmo em nossa bíblia como falam, entenderiam que o filho escolhido foi Isaque e não Ismael; que Israel é o povo de Deus; acreditariam que o Messias é Jesus; que Jesus não foi só um mero profeta, mas sim o próprio Deus, o verbo encarnado entre nós digno de adoração e louvor; seguiriam o evangelho; veriam que os mandamentos do islã são em grande parte um afronta ao mandamentos dados pelo Deus nosso.

2.    A vida conjugal de Maomé.
Se ele acreditasse mesmo na revelação progressiva como diz, ele não teria se casado com mais de 15 mulheres, ao que Jesus proibiu a poligamia;
Nunca, em nenhuma parte de nossa bíblia vemos alguém se casando com uma criança, ou este mandamento. Se vermos Genesis 2:24, o mandamento do Senhor é para o homem se casar com uma MULHER e não com uma criança. Podemos ainda conceituar mulher aquela que pode ter filhos, ou seja, que já menstrua como o dito em Levítico 18:19.
Nesta época e até mesmo pouco tempo atrás, as mulheres tinham sua primeira menstruação entre 14 à 16 anos, logo podemos concluir que antes desta idade ninguém era dado em casamento.
Porém Maomé, segundo a história, se apaixonou por uma criança de 6 anos, que segundo o mesmo Alah o confirmou, ao que por insistência do pai da mesma, o ato só se consumou quando a mesmo fez 9 anos.
Chamo sua atenção para este ponto, onde uma menina de 9 anos tem o corpo de mulher? Além disto, ainda teve outra de 11 anos. Em países onde se tem a fé islâmica, não é raro ver crianças (meninas) se casando como adultos.
Para mim o nome disto é pedofilia!

3.    Diferença entre os ensinos do islã com os do evangelho.
O evangelho nos chama para amar à Deus, o islã obriga a isto; o evangelho ama Israel, o islã odeia; para o evangelho o Antigo Testamento e o Novo Testamento são as únicas fontes divinas de revelação, o islã refuta tais livros como corrompidos e traz a única fonte perfeita o corão.
Eles dizem que acreditam em nossa bíblia judaico cristã, porém se você pesquisar mesmo, verás que 90% dos mulçumanos nunca leram nada de nossa bíblia, nem sabem quem foi Moisés, Davi, Isaque ou Jesus, pelo contrário, perseguem os seguidores da palavra de Deus como hereges. Há outras diferenças, mas aqui já basta.

4.    Maomé e Jesus, diferenças gritantes!
a.    Maomé morreu e está enterrado a espera da ressurreição; Jesus foi morto, mas ressuscitou e está vivo;
b.    Maomé foi tido como um simples profeta, apesar de o considerarem perfeito, ainda era tido apenas como um homem; Jesus é Deus, é divino e teve a natureza humana aqui na terra;
c.    Maomé não é digno de adoração; Jesus o é e intercede pelo seu povo e tem o poder de perdoar pecados;
d.    Maomé condenou o mundo, Jesus veio salvar o mundo....... Há muito mais em diferença, mas ficaremos por aqui.

5.    O paraíso do islã e o céu bíblico relatado na bíblia nossa.
O conceito de paraíso ou céu para o islã, mais parece de um bordel. É um lugar onde o homem terá direito a 70 virgens como recompensa de sua fidelidade.
Ora, isto com relação ao céu que cremos, o relatado para nós, “se” fosse o mesmo Deus, há uma discrepância aqui então!
Primeiro que Jesus (já que eles crêem que o mesmo era um profeta) disse que no Reino de Deus não haverá sexo (Mateus 22:29-33), pois a coisas tão maravilhosas lá que substituirão a necessidade pelo mesmo, ao que Paulo afirma que “nem olhos virão, nem ouvidos ouvirão, nem subiu no coração de ser humano algum, o que Deus tem preparado para os seus” (I Coríntios 2:9).
Além do mais, por esta ótica, o islã privilegia somente os homens!
Há mais diferenças, mas por enquanto vamos parar por aqui.
Em breve farei um artigo sobre o aumento de mulçumanos na Europa e a problemática que está havendo lá.
No mais meus caros, vamos estar intercedendo para que o evangelho seja proclamado e todos esses enganos caiam por terra, principalmente ao tentarem misturar o Deus de Israel com o deus “baal”, que é mais conhecido atualmente como “alah”, pois vemos o mesmo espírito agindo, baal tem o significado de senhor e exige uma adoração radical, sacrifical, para não dizer também fanática, bem como em sua luta contra o povo de Deus. Tudo isto vemos na religião islâmica.
Que Deus vos abençoe e nos livre de todo fanatismo religioso!

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Deus é ou não onisciente?


Para quem não sabe, onisciente é o ser que sabe todas as coisas, o sabe tudo, tanto passado, presente e futuro, bem como os pensamentos e ações do porvir.
Nos últimos tempos têm surgido de dentro da igreja (não que isto veio a princípio da igreja evangélica), teólogos e religiosos que se tem apegado na teoria ou doutrina do teísmo aberto. Se você não sabe o que é isto lhe direi. Esta doutrina prega que Deus não é onisciente, onipresente e nem onipotente. Como é um artigo voltado para falarmos sobre a onisciência de Deus, então rebaterei só neste ponto neste artigo.
Dizer que Deus não é onisciente, ou seja, que não tem o poder de conhecer todas as coisas é o mesmo que desacreditar na bíblia! Para o teísmo aberto, Deus não pode prever o futuro com clareza, pois o mesmo pode ser mudado com nossas atitudes e circunstâncias.
Na verdade quando vejo tais tipos de pensamentos, percebo uma intenção de atacar o pensamento calvinista. Não sou calvinista e nem concordo com a doutrina da predestinação, é claro que Deus sabe quem vai ou não ser salvo, porém isto não pode ser abraçado como um pensamento de que Deus predestinou os que vão ou não ser salvos, se assim fosse, o Senhor não teria mandado nós pregarmos o evangelho para toda criatura, sendo que muitos trechos da palavra também iam se contradizer, como por exemplo o escrito em Joel 2:32 que diz que chegará dia (e já chegou com Cristo) em que TODO o que invocar o nome do Senhor será salvo.
Voltando ao teísmo, se a intenção deles foi atacar o calvinismo de modo contundente, passaram então para uma margem de heresia. Vejamos alguns textos do que a palavra de Deus fala sobre sua onisciência:
Jó 34:21-22 diz: “Porque os olhos de Deus estão sobre os caminhos de cada um, e Ele vê todos os seus passos. Não há trevas nem sombra da morte onde e escondam os que praticam a iniqüidade”;
Salmos 147:5 diz: “Grande é o nosso Senhor e de grande poder; o seu entendimento (conhecimento) é infinito”;
1 Coríntios 28:9 diz: “...porque esquadrinha o Senhor todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos”;
Hebreus 4:13 diz: “...antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”.
Isto sem contar o Salmo 139 que fala que Deus conhece todos nos atos, pensamentos e ações, tanto preterias como futuras. Ora, se a palavra nem chegou a boca e Deus já conhece, então Ele é um ser, ou melhor, o único ser onisciente!
O conhecimento de Deus engloba todos os tempos e caminhos que venhamos tomar.
Preste atenção no meu raciocínio: Deus sabe o que vai acontecer no futuro (sabe nossas escolhas, ou seja, o caminho que vamos tomar), porém em sua grandeza podemos pensar assim, que tanto se escolhermos a direita como a esquerda, Deus saberá o futuro de uma ou de outra! Mas ainda sim quero frisar que mesmo com o livre arbítrio que nos foi dado pelo próprio Deus, o mesmo já sabe qual caminho que vamos tomar, isto é algo muito profundo e soberano!
Também não podemos nos apegar a uma corrente de pensamento como a de Theodor Binney, que diz que para Deus não existe passado ou futuro, por isto Ele sabe das coisas, pois já está lá no futuro ou passado como se fosse no presente. Isto é um pensamento errôneo! O certo é que Deus conhece todas as coisas passadas, presentes e futuras, mas Ele conhece os eventos passados como passados, presentes como presentes e os futuros como futuros.
Para concluir então o estudo sobre a onisciência de Deus, posso afirmar que Ele conhece todas as coisas. Dizer que o Senhor tem conhecimento a respeito de alguns fatos é simplesmente negar a perfeição de sua onisciência e onipotência.
O pré-conhecimento de Deus sobre tudo, não influi sobre a liberdade ou certeza das ações do ser humano, pela razão de se tratar de conhecimento e não de influência. Assim, existe o livre arbítrio coexistindo com a sabedoria do Deus Altíssimo.
Que Deus vos abençoe e crie sempre em nós o temor e respeito pela sua grandeza.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A importância de se freqüentar a Igreja.


Recentemente tenho visto modismo tanto na internet como no meio das igrejas, uma tendência das pessoas (que professam fé em Jesus) em estarem procurando desculpas ou mesmo fazendo uma ferrenha defesa contra a comunhão na Igreja, ao fazerem apologia do pensamento que a Igreja não presta, que não precisam freqüentar, que é perca de tempo, que só tem gente falsa, pastores vigaristas, cobranças, que as igrejas seguem a “mamon”, que estão cheias de maçons, que Deus nunca mandou fazer igreja, para que tantas denominações, também tem aqueles que dizem que todas estão erradas pois não estão seguindo a bíblia e etc...
Bem, eu poderia citar mais coisas que já vi, porém não é sobre isto que quero falar, mas sim do erro deste tipo de gente que segue este pensamento.
Sei que as atuais igrejas têm muitos defeitos, assim como a igreja do primeiro século. Noto que muitos dizem, “as igrejas de hoje em dia não são como da época dos apóstolos, pois tem muitos erros”. Ora, isto é um pensamento errôneo! Se tais pessoas lessem a palavra de Deus, veria o quão problemática era a igreja do primeiro século.
Mostrarei o quão problemática era a igreja “primitiva”. Cito Atos 15:2 onde Paulo e Barnabé teve uma discussão doutrinária com outros evangelistas da circuncisão; Atos 15:38 vemos Paulo e Barnabé discutindo a respeito de João Marcos que lhes tinha abandonado; Romanos 14:1-4 Paulo chamando a atenção daqueles que julgam seu irmão por questões doutrinárias (isto ocorre muito hoje – tradicionais x pentecostais); 1 Coríntios 3:1-3 e 16 o apóstolo descreve erros, pecados e a falta de discernimento de como se deve portar quem serve à Deus na Igreja de corinto, chama-lhes a atenção até por ser carnais e pela falta de temor à Deus em não guardar seu corpo santo; Gálatas 2:11-17 Paulo repreende a Pedro cara a cara na frente de todos pois ele e mais outros dissimulavam quando chegou determinado crentes que seguiam a doutrina da circuncisão; Gálatas 3:1-3 vemos Paulo chamando os crentes da Igreja de Gálatas de insensatos por estarem se desviando da verdade.
Dei alguns poucos exemplos, mas quero lembra-lhes que as espístolas dos apóstolos até Apocalipse, está repleta de passagens onde os apóstolos detalham falhas na igreja do primeiro século, que ao meu ver, são falhas que ocorrem hoje em dia.
Assim, mediante o visto acima, não podemos utilizar a desculpa de não freqüentar a igreja por ser diferente da de antigamente.
Outro ponto a ser levantado neste artigo é com relação o que mais batem, que são nos pastores e nas finanças da igreja, como sendo o principal motivo para não frequentarem mais a Igreja.
Em outros artigos já falamos sobre dízimo e oferta, teologia da prosperidade (onde sou contra)  e sobre pastores que vivem pela obra. Apenas deixarei alguns trechos sobre isto: dízimo e oferta: Mateus 23:16-23; Hebreus 7:1-6; Gênesis 14:18-20; Gênesis 28:18-22; Malaquias 3:8-11; 2 Corintios 9:6-7 e Mateus 5:17 (neste caso o dízimo e oferta são condutas desta lei não revogada). Assim é bíblico a instituição tanto de um como o de outro na Igreja. Pastores que vivem pela obra: 1 Coríntios 9:6-11; Gálatas 6:6; 1 Timóteo 5:17-18. Assim também, com estas referências temos a certeza que os próprios apóstolos eram sustentados pelas igrejas, recebendo materialmente pois, assim como mencionado em Gálatas, as pessoas que são intruídas por alguém espiritualmente, devem sustentá-los materialmente.
Com isto, quebramos mais um tipo de desculpa de não se freqüentar a igreja!
Então, quero estar finalizando este artigo fazendo um alerta para estas pessoas que nutrem sua mente com coisas do tipo, não frequentam e lutam contra a igreja ou até mesmo utilizam seu tempo fazendo matérias, vídeos no youtube ou blogs contrários a frequencia na igreja. Saibam que voces estão lutando contra a obra de Deus (Lucas 11:23).
É necessário estarmos sempre unidos! Na Igreja ou em casas. Muito dizem que não se tinha igreja no tempo dos apóstolos como hoje. Creio que nunca leram Atos 2:46-47 onde se fala que as pessoas iam sempre no Templo (isto seria hoje em dia uma Igreja sede) e se reuniam de casa em casa (isto seria hoje uma igreja pequena, grupo familiar, um núcleo ou até mesmo uma célula), pois tanto no Templo como nas casas, oravam, liam a palavra, pregavam, cantavam em louvores e adoração à Deus, ou seja, isto é uma Igreja.
Se não fosse necessário frequentarmos a igreja, ter esta comunhão uns com os outros, textos como Atos 20:20; 1 Coríntios 12:1-31; Mateus 16:18-20 e Mateus 18:20 jamais seriam escritos, farei melhor ainda, todas as epístolos não seriam escritas, pois todas foram dirigidas as igrejas!
Deus se agrada e nós também, quando no reunimos em comunhão (Salmo 133:1).  Quando nos unimos, as portas do inferno não podem prevalecer, então quem milita contra esta unidade, esta sendo usado pelo diabo para tentar enfraquecer a mente dos fracos na fé, fazendo-os desacreditarem no poder a unidade dos irmãos.
O próprio Jesus frequentava a Igreja. Não só quando ia ao Templo adorar, mas em cada parte que vemos ele presente na sinagoga, o mesmo estava na igreja. A palavra sinagoga em hebraico é “Kahal”, que significa assembleia, o mesmo significado de Igreja em grego que é “ekklésia”.
Concluindo, nunca deixe de ter comunhão com os irmãos, pois na igreja, por mais cheia de pessoas com defeitos, ainda é a igreja, ou seja, “o povo que se reúne para adorar à Deus”, ali somos curados, libertos, edificados, instruídos, salvos e ministrados em amor e fé.
Que Deus lhe abençoe e nunca deixe de congregar num lugar onde se prega Jesus como a única fonte de salvação, o batismo, a ceia, e a doutrina bíblica, só bíblia, até o dia em que todos nós nos reuniremos com Ele na glória.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As mulheres podem ou não serem pastoras (pregadoras)? O que Paulo queria dizer em suas epístolas sobre isto.


Tenho certeza que mesmo em igrejas onde é permitido a mulher ensinar, pregar, ter uma função nela, ainda sim vejo pessoas com dúvidas em relação ao tema, principalmente quando se deparam com as palavras mordazes de Paulo em suas epístolas.
Ao que muitos líderes religiosos utilizam-se destas passagens para “amordaçar” as mulheres na igreja, colocando sobre elas quase que uma “burca” espiritual, não as deixando como companheiras ou como co-participantes na obra redentora de Cristo, mas como pessoas indignas de exercer o IDE de Jesus, pois quando não lhes é permitido pregar (Romanos 10:14-15), como as pessoas crerão? Como ouvirão?
Afinal, será que o apóstolo Paulo odiava as mulheres como muitos filósofos e integrantes do movimento feminista afirmam? Será que era um “mulher fóbico”? Ou era adepto do grupo Talibã (radicais que subjugam as mulheres)? Talvez alguém que tinha sido traumatizado por alguma mulher e por isto as odiava (dedução de alguns psicólogos ateus)?
Não, posso lhes afirmar que nenhuma das questões (é claro que levei em tom de ironia algumas) acima corresponde com o pensamento de Paulo ou como ele agia com as mulheres.
Paulo não tinha nenhum preconceito contra a mulher pregadora ou que ensina. O fato é que devemos observar tudo (por isto é importante ler a bíblia inteira) para não tirarmos conclusões precipitadas e colocarmos doutrinas em nossa comunidade que foge da palavra.
Iniciaremos pegando trechos da epístola paulina de 1 Timóteo 2:11-15 que é a parte mais pesada que alguns usam para não permitir que as mulheres sejam pregadoras. Fazendo uma análise versículo por versículo dela, do 11 ao 15.
O texto diz no verso 11: “A mulher aprenda em silencio, com toda sujeição”. Para entendermos o que Paulo dizia é necessário um conhecimento da cultura judaica da época. As mulheres não tinham a permissão de estudar, assim quando Paulo lhes exigia silêncio, o que queria é que elas tivessem no momento da palavra a chance de aprender, de ter o ensino das escrituras, de serem alunas.
O verso 12 diz: “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. Tal epístola foi dirigida a Igreja que tinha em Efésio, assim não podemos generalizar, ainda mais por sabermos que tais mulheres não eram preparadas (não tinham conhecimento bíblico suficiente). É sabido também que tal comunidade era alvo constante de falsos mestres, deixando assim as mulheres sem experiência profunda com Deus ainda, suscetíveis aos falsos ensinos (2 Timóteo 3:1-9). Paulo não estava proibindo também de forma definitiva que as mulheres não viessem a ensinar, apenas estava esperando que as mesmas amadurecessem na fé para exercitar tal ministério (pois estavam confundindo a liberdade em Cristo – verso 9 ao 10).
Quando Paulo fala que a mulher não deve usar autoridade sobre o marido significa que ela está numa missão (submissão) juntamente com o mesmo, sendo que o marido é o líder e a mulher sua auxiliar na obra cristã, não querendo dizer que isto significa que a mulher deve ser um capacho, uma escrava, alguém que está abaixo, mas sim alguém que está ao seu lado, dando lhe o comando, pois o homem é o sacerdote da casa.
No ministério de Paulo vemos muitas mulheres sendo usadas na pregação como no ensino. Alguns exemplos são Febe (Romanos 16:1); Priscila ensinou Apolo, sendo este último um grande conhecedor das escrituras (Atos 18:24-26); Trifena, Trifosa, Pérside e Maria (Romanos 16:6-12); Evódia e Sintique (Filipenses 4:2). Vemos assim que tal proibição estava dirigida de forma parcial a igreja efésia, sendo que até mesmo o silêncio era algo particular para ela, pois vemos em outras comunidades Paulo confirmando mulheres falando, isto é, orando e profetizando ao público (1 Coríntios 11:5).
Até mesmo no ministério de Senhor Jesus, no evangelho de João obtemos a informação de uma mulher pregadora, sendo que esta evangelizou até mesmo os homens de uma cidade os trazendo até o Cristo prometido (João 4:39). Isto neste texto é a missão de um pastor. Levar as pessoas a Jesus, ela conduziu-os até Cristo como um pastor conduz as ovelhas para o aprisco.
Voltando ao texto de Timóteo, os versos 13 e 14 diz: “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão”. Isto tem haver com a posição que homem e a mulher devem ter tanto na Igreja como no lar. Como já mencionado, tal igreja passava por uma avalanche de falsos ensinos, assim como Eva foi enganada por satanás porque o homem não tinha tomada sua posição de líder (pois a proibição de comer do fruto foi dada a Adão), o mesmo poderia acontecer na igreja de Efésio, pela omissão dos homens que eram mais conhecedores da palavra. Assim como o erro (o pecado) se deu pela não tomada de posição de Adão (Romanos 5:12-21) o mesmo poderia voltar a ocorrer com esta igreja.
Por derradeiro o verso 15 fala: “Salvar-se-á, porém, dando luz à filhos, se permanecer com a modéstia na fé, no amor e na santificação”. Aqui temos a noção que a mulher não pode esquecer-se de seu papel no “crescei-vos e multiplicai-vos”, ou seja, de sua missão especialíssima em ser mãe, esposa, uma edificadora do lar. Com isto também a mesma desenvolverá premissas que ensinam a respeito do amor, santificação, fidelidade. É também uma lembrança da queda da humanidade, sendo que para a mulher foi reservada as dores do parto (conseqüências do pecado), ao que mediante a fé e a permanência de forma obediente a Jesus vê a salvação.
Termino então com a seguinte conclusão. A cruz de Cristo rasgou todos os “véus” que nos separavam de Deus. Através da cruz de Cristo Jesus não há mais preferências nem distinções, não há mais judeu nem gentio, não a livre nem escravo, não há homem nem mulher, todos estivemos debaixo do pecado, assim também agora todos estamos debaixo da maravilhosa graça redentora de Cristo, que nos libertou e nos chamou para sermos filhos do Deus Altíssimo, quebrando todo jugo que a maldição da Lei trouxe em seus ritos de exclusividade para determinadas castas (filhos de Arão, levitas, homens, mulheres, estrangeiros, deficientes), fazendo agora todos iguais quando salvos, assim, para todos tem o ide, todos tem a missão de pregar, ensinar, todos somos parte do corpo de Cristo, que possui membros, sendo que cada um tem uma função que pode ser diferente, mas que é de igual importância.
Por isto não façamos acepção de pessoas ou gêneros (masculino e feminino). Todos somos importantes para Deus e somos importante um para com os outros e que Deus vos abençoe.

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